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Reflexões vazias (ou cheias...) que até podem levar a algum lugar. No fundo, apenas quero saber bem mais que meus 40 e poucos anos.

Rufus/Male/. Lives in Brazil/Goiânia/, speaks Portuguese and French. Spends 20% of daytime online. Uses a Fast (128k-512k) connection. And likes Music/More Music.
This is my blogchalk:
Brazil, Goiânia, Portuguese, Spanish, French, Rufus, Male, Music, More Music.

Sou mais ou menos assim:

Vi, li e aprovei:

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Ouço e aprecio:

Toco em meu violãozinho músicas de:

Meus filmes preferidos:



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Rufus: quase humano.
quinta-feira, julho 31, 2003
Quando divago, minh'alma se abre por inteiro...
(Divagando...)
Eu e você ... Juntos, vivendo uma vida feliz...
Imagine nós dois numa cozinha, domingo de manhã (após uma noite muito íntima, para lá de fabulosa...), nos refestelando num café da manhã preguiçoso...
Depois, um programinha de índio: uma esticadinha em alguma feira para nos divertirmos comendo pastel em barraquinha da japonês e tomando caldo de cana (será que existe feira em Brasília com barraquinha de japonês e tudo????). Compramos muitas frutas e legumes.
Já de volta a nossa casa. Adora cozinhar? Sou um verdadeiro mestre-cuca...
"Tentamos" fazer um divino macarrãozinho alho e óleo acompanhado de uma fantástica salada (adoro saladas...).
Hum....... ficou uma delícia.
Um princípio de tarde preguiçoso... Por que não namorarmos mais um pouquinho, ou fazer absolutamente nada? Assistir a alguma sitcom, ligar para alguns amigos, ler um pouquinho os jornais ou um livro...
Humm... a tarde está um pouco fria: lá vamos nós apreciar um chá de ervas e frutas.
Encoste um pouco em meu ombro, te aqueço e te faço um cafuné irresistível, como só eu sei fazer em você ...
Massagem nós pés? Aí você já está abusando, mas tudo bem. Vamos lá. Tem coisa melhor que massagem nos pés? Tem, e você sabe o que é, por isso cora e ri gostosamente...
"Nós dois"... como numa música do Tadeu Franco...
Nós dois...
Tá bem, tá bem, eu canto e toco pra você uma daquelas suas cem músicas preferidas... Você nunca cansa de me ouvir cantando?
Seu olhar babão, enquanto minha voz modula e tece suaves melodias, é uma das coisas mais lindas que conheço nesta vida...
Tá, minha vez de ganhar um beijo suave como uma flor do campo, assim que acabo de cantar....
Hum..... seu beijo é pura poesia, puro encanto...
Dá-me tua boca para todo o sempre, e sempre que eu pedir? Obrigado...
Sim, vamos dar mais uma voltinha, a tarde explodindo num céu azul pede um passeio lento, sem pressa...
A pé? Melhor ainda.
Viu como você se esforça para cadenciar seu passo junto ao meu? É simples: siga-o pelas batidas de meu coração... aproxime-se mais, cole se corpo ao meu...
Escutou-o batendo? Viu como funciona?
Um jantar bem romântico, num lugar agradável, luz de velas, vinho branco, músicas italianas... Sinto-me em outro mundo, em outro país, com você ali comigo...
Sou louco, mas acho que vou te amar para sempre...
O vinho já está em nossos olhos, lábios e corações. O calor aumenta. Seus beijos avivam-me mais e mais... Sim, nossa casa nos espera... Nosso lar...
Mal chegamos e nos atiramos um ao outro, fundindo nossa alma, corpos e emoções. Como és bela à luz desse quarto e à luz desses meus olhos... como seu corpo merece ser tocado com carinho e com devoção, com o mesmo cuidado que se dispensa a um obra de arte...
Sim, és minha.
Sempre que falo isso, um sorriso profundo e um fechar de olhos me dizem tudo que preciso saber de ti: que sou amado. Muito. Muito. Muito...
És minha, só minha...
Aqui, agora, amanhã, e sempre.
Véio que é véio...
Sim, véio que é véio se escreve assim mesmo. Agora, o idoso que fica em casa tranqüilo, sem perturbar ninguém, esse é o velho mesmo. O véio é aquele que "tenta" mostrar que sabe dirigir, mas só sabe fazer besteira atrás de besteira nas pistas.
Um véio (no caso, uma véia) cruzou meu caminho há pouco, aqui na W5 de Brasília, e foi até divertido observar o jeito de ser e dirigir de um véio:

1. Véio que é véio cruza sua frente surgindo do nada, como uma sombra, um fantasma (como é que véio consegue ser rápido ao aparecer na sua frente porém lento ao dirigir? Mistério...)

2. Véio que é véio geralmente fuma com uma mão, jogando as cinzas pela janela, enquanto dirige calmamente, como se estivesse na varandinha de sua casa. Como é que véio, que já dirige mal, consegue fumar com uma mão e dirigir com outra? Outro mistério...

3. Véio que é véio não senta no banco do motorista: afunda. Parece que o carro é movido a controle remoto, pois não se vê o motorista. Se você vir a ponta daquela carequinha lustrosa, alguns fios de cabelo brancos ou mesmo o que parece a ponta de um bobe de cabelo, cuidado: você pode estar diante de um véio!

4. Véio que é véio acha que só tem ele no mundo – no caso, na rua. Simplesmente ignora o que seja sinalização, buzina, seta, faixa da direita, essas coisas. Aliás, acho que véio ignora até o que seja um carro: "carro, isso aqui? A porta tava aberta, pensei que fosse uma barbearia, e entrei..."

5. Véio que é véio geralmente só olha pra frente – coitado, o pescoço não mexe... deve ser a artrite... Por isso cenas como as seguintes parecem coisa de filme do mister Maggo: motoqueiros e ciclistas levando fechadas, sendo atirados longe, freadas bruscas nos cruzamentos, gente que é quase atropelada, enquanto o véio ali, mastigando sua dentadura, tranqüilo, nem imaginando o rastro de destruição que deixou para trás...

6. Finalmente, saibam que véio que é véio é surdo, por isso pode xingar e buzinar à vontade, pois eles não estão ouvindo nada mesmo... e ainda vão acenar para você, achando se tratar de um conhecido!

Alguém aí topa lançar a campanha Tirem os Véios das Ruas Antes que Eles Tirem Nossa Paciência de Vez???. Adesões estão sendo aceitas nos comments...

Garotas que dizem ni... o quê!!!?????
Não deu outra: quando essa já comentada coluna estreou numa revista semanal, pensei comigo: "a maior parte dos leitores não terá a mínima idéia do que significa essa expressão".
Batata.
Primeira carta do primeiro leitor: "O que quer dizer ni???"
Hora do trunfo, então: quem á fanático pelos filmes do Monty Python matou na hora a charada. Porém, quem tem menos de 30 anos, não curte humor non-sense ao estilo inglês - ou seja, humor negro, nigérrimo -, realmente não saberia jamais o que significa Ni.
Tenho até hoje o Monty Python e o Cálice Sagrado (1974) gravado em vídeo, daquelas sessões do corujão que só passavam lá pelas 3 da matina.
Isso é hora de passar um dos maiores clássicos desse grupo irreverente?
A cena em que a trupe do Rei Arthur tenta atravessar a floresta e é impedida pelos gritos estridentes dos Cavaleiros que Dizem NI!! NI!! (e todos rolam no chão...) é apenas uma entre tantas outras que fazem do filme um de meus preferidos.
"Só deixaremos vocês passarem se nos trouxerem um... shubarry"
E lá vai a trupe buscar o... shubarry? O que é isso? Ninguém sabe, nem nunca saberão - inclusive nós, os telespectadores...
Ao voltarem com a Coisa, porém, rei Arthur e seus cavaleiros têm uma surpresa: os Cavaleiros que Dizem Ni mudaram de idéia: agora eles não dizem mais Ni, porém alguma coisa do tipo: "nik nik chup cabong".
Hilário, prá lá de hilário...
Pessoal, para quem não viu ainda o filme, aproveitem para ver todos os outros. Parece que estão sendo relançados em vídeo e DVD: comecem com o mais famoso, A Vida de Brian, passem pelo Cálice Sagrado e terminem com O Sentido da Vida.
E tenho dito.
quarta-feira, julho 30, 2003
Any...
Minha cara amiga virtual Any completa mais um aniversário hoje. Moramos na mesma cidade e nunca nos vimos, mas não é preciso muito para saber o quanto ela é uma pessoa linda, maravilhosa e especial. Muito atenciosa, amiga, inteligente, um sonho de pessoa, fiquem todos sabendo...
Any, te desejo tudo de melhor nesse seu dia mais especial do ano. Que você supere suas dores e infortúnios (as que passaram...), que seus sonhos se realizem (sem chavões, hein?) e que o mundo todo saiba que a Net pode ser um local estranho, perigoso e bagunçado, às vezes, mas quase sempre é um esconderijo, um mundo secreto de boas surpresas e descobertas maravilhosas, que só se abre àqueles que têm acesso à mais simples das senhas: Amor.
Graças ao mundo virtual te descobri, e meus dias nunca mais foram os mesmos...

Muitos e doces beijos.

Rufus.

X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X

(Ao som de The price of fire, Capercaillie.)


Amiga,
tantos planos,
tantos olhos,
tantos dias,
tanto, tanto,
amiga...

Existir seria
fácil, se não se existisse.
Entanto
existimos,
como pedras,
e, como pedras,
suportamos
sol, vento e chuvas.

Mas como ficamos!
Como nos resta
um pouco de nós,
e um tudo de tudo...

Tantos anos,
tantos olhares, amiga...

Pisamos terras,
galgamos montes,
rodamos milhas e milhas,
gritamos ao vento,
aplaudimos a chuva,
amamos o sol,
odiamos a distância,
matamos o tempo.

E se vive!

Como se viver fosse apenas
nascer, crescer, amar
e morrer...

Entanto existimos,
e, como pedras,
nos desgastamos...


terça-feira, julho 29, 2003
Uma palavrinha para quem chega agora.
Pois é. A minha cara amiga Any disse que muitos começaram a visitar meu blog, devido à admiração mútua que temos pelo site um do outro. Acho isso ótimo, e saibam que, nem que apenas duas ou três pessoas leiam minha HP, pelo menos gostaria de poder brindar esse fiéis leitores com textos próprios e originais.
Esta era (é) a idéia original de meu blog: divulgar textos literários, para quem realmente gosta de poesia. Sim, a arte ainda vive! Talvez por isso meu blog não tenha imagens até hoje– embora eu tenha tentado, sem sucesso, postar algumas...
Poemas? Toneladas e mais toneladas. Alguns com 3 ou 10 linhas, outros com até 20 páginas. Não sei se devo cansar a paciência de vcs com tanta coisa, mas o certo é que pretendo publicá-los, sim, em forma de livro, e em breve.
Portanto, entrem e fiquem à vontade. Tenho algumas cositas mas lá nos arquivos, ok?


A febre voltou,
a febre voltou-me...
Ardendo a fronte,
ponho-me a escrever,
frenético, incontido,
turvo e doente.

Até onde alcanço?
Até onde garantem minhas forças?

Minha linhas até
fundem mais no papel,
porque também estão aquecidas
pela febre.
Devaneios, delírios,
carrosséis de vertigens,
desfaleço e caio,
levanto-me e tombo,
enxugo a fronte
e prossigo.

Febre, febre...
Noites sem sono,
fronhas molhadas,
calores incontidos,
lapsos de tempo...
... aproveito e escrevo.

Agora fecho os olhos,
que me ardem,
e abro-os com violência,
a me parecerem saltar das órbitas.

Que saltem!

Mas que antes eu consiga
visualizar mais duas ou três linhas,
exórdio de minha noite
febril
e incurável...


segunda-feira, julho 28, 2003
Divagações...
Nessa mesma colina, em que me sento para tomar inspiração, vejo carros e caminhões que passam pela estrada. No entanto, o frêmito e o mistério da vida, que eu tanto quisera ver, por ali não passaram...
Nuvens varrendo o céu... O que me dizem? Do que me fico?
Nada.
Talvez a resposta a perguntas que nunca faço permaneçam atrás de mim, como uma sombra: é só virar-me e aquelas, furtivas, escapulem velozes.
Talvez se eu fosse gigante como uma formiga, ou pequeno como um dragão de fogo, tudo se explicaria, como a sensação deliciosa que advém do despertar de um sonho.
Um quase-humano... Por que respostas a perguntas que não te dizem respeito?

“Trair a Morte,
passar a perna na Vida,
denunciar a liberdade:
eis o plano”.


O silêncio tenebroso da noite faz os móveis estalarem como ossos... E meu relógio parou à meia-noite, mas minha vontade de escrever NÃO. Consinto à noite que chegue com suas estrelas, e me pego, e me sento, e me escrevo.

“Por que paraste, relógio,
se sou mais velho que você
e ainda não parei?”


E assim é meu pensamento agora, e sempre: um lago de águas cristalinas e puras, em que uma pedra perdida no espaço rompe seu sereno descanso...

(Enquanto isso, lá fora o vento enche de vvv as ruas da cidade...)

Penso, penso, penso...

“Mas por que pensar quando se pode voar? As aves me olham e eu posso sonhar. Por isso as aves pensam, enquanto eu, monotonamente, vôo...”

Uma indagação, finalmente, entre suores, trôpega me vem à mente:

Escuta, ó Homem, filho de Deus,
de gênero e espécie Homo sapiens,
da Família dos hominídeos,
da Superfamília hominóides,
da subordem dos Antropóides,
da ordem dos primatas:
por que catalogaste assim
teu semelhante?”


Respostas. Sempre e as mesmas respostas, para uma única pergunta...
Do que me fico, desta noite imiga e torturante?

Apenas a certeza de que tudo é incerto:

“Os anos mais difíceis de minha vida estão ainda por vir. Por enquanto, vieram-me apenas os menos fáceis...”

Vais partir agora, solidão.
Com ou sem você, quero apenas uma coisa:
viver só...

“Quero dormir, Luz.

Ascenda-se, Escuridão”.
sexta-feira, julho 25, 2003
Platonismos.
Eu sei que esse negócio de amor platônico, numa sociedade tão fria e imediatista como a nossa, é totalmente fora de moda, mas achei esse poeminha de meus tempos de pós-adolescente, que resume muito bem aquela fase de sonhar demais com Aquela pessoa interessante, mas nada das palavras saírem da boca. No fundo, talvez ela até estivesse esperando uma reação sua, e nada. Puxa, como eu era bobo naquela época...
(A tempo: naquele já clássico livro, o Tratado Geral dos Chatos, há o devido esclarecimento de que platonismo é sabidamente originário de Platão, que, por sua vez, em grego (plato), significa chato. Então, amor platônico nada mais é do que amor chato.... rs...
Concordam com isso?)


INSPIRAÇÃO

Ainda ontem te penso,
minha amada.
Hoje te venero,
amanhã tenho a ti.
Há pouco me não vias,
quase te perco.
Ganhas-me um beijo,
partes como a noite chega.

Ainda agora te espero:
em minutos sei que
serás minha.
- Agora és minha.
Em segundos sei que
deixarás minha mente
atribulada:
- agora mesmo não és mais minha...
Este é um de meus poemas mais estranhos...
GANNY

Ganny viu uma fonte,
e bebeu da água desta fonte:
Amor, em si diluído,
fluiu-lhe às entranhas,
e de lá ficou a acariciá-la.

Ganny era outra sem sê-la,
mas também o era sem sabê-lo,
e muito se aprazia com isso.
E, a parecer-lhe tristonho,
via-a de meus olhos, Ganny,
a outra,
com quem a fonte tinha-lhe
uma dívida.

“Ganny”, disse, “Não te amo,
mas amo-te quando não quiseres,
e, quando o quiseres,
amar-te-ei sem que me ames,
porque assim me odiarás como
a ti mesma, quando outra.
Ganny, não bebas da fonte,
novamente e nunca;
a fonte engana-te, e a
mim também, porque
rouba-me a ti.
Não, Ganny, não vertas
esta água, não me sorrias
assim,
entre dentes alvos
e a água inimiga.
Ri-me apenas com dantes,
quando me vias, e
enxergavas-me.
Agora nada tu vês,
nem a mim.
Mas, pois, aqui estou,
e lhe peço:
desfaz-te estas mãos
em concha, juntas,
e devolve a água
à sua maldição.
A manhã ainda é cedo,
e tarda a tarde:
não te percas, pois, mais,
e jamais...”

Mas ouviu-me, sequer,
Ganny, minha Ganny.
Como louca, como Ganny
– a outra –,
pôs-se a postar-se
e a sombra a escurecê-la,
por mais e muito,
minha Ganny...
Transfigurou-se-lhe
o turvo lábio,
a lívida fronte,
os castos olhos,
e a mim também,
que a socorria
em alma e
prantos, como
que já me despedia...
Como lhe sorria a alma
sua ao deixá-la!
Lá se ia Ganny,
nossa Ganny,
entre dedos meus
e tão trêmulos,
e tão túmidos
da lágrima abundante...

Ganny vira uma fonte,
e bebera da água desta fonte.
Amor, em si diluído,
fluíra-lhe às entranhas,
e de lá ficou a acariciá-la...

quinta-feira, julho 24, 2003
Nossa Meca.
Teve um engraçadinho nos comments, outro dia, que disse que “todo paulista é corno”.
O, gente, como é bobo esse negócio de ficar falando mal uns dos outros...
Que visão curta, que estreiteza de espírito, que falta de assunto...
Nosso Brasilzão é um só, com todas suas belezas, problemas, misérias, sem-vergonhices, malemolências, absurdidades e contrastes, mas nem por isso vamos ter vergonha ou orgulho de determinado povo ou população.
Muita coisa me irrita por aí, ah, e como fico irritado... Tudo bem que nós, paulistas, temos até uma boa fama de sermos organizados, educados, prestativos, mas o que é qualidade, para uns, é visto como defeitos, para outros. Às vezes, a gente percebe que o pessoal tem uma certa birra, sim, dos paulistanos, habitantes da maior metrópole da América Latina, São Paulo, mas ninguém é capaz de perceber as diferenças, os contrastes, entre aqueles e os habitantes do interior, os verdadeiros paulistas. Nesse aspecto, somos muito parecidos com mineiros, goianos, paraibanos, gaúchos, catarinenses, gente interiorana, simples, honesta, porém muito chegada num fuxico, e ligeiramente interessadas na vida do vizinho...
Aliás, não posso, no fundo, falar mal de Sampa: apesar da reconhecida poluição, da violência, do caos urbano, devo tudo a ela. Oito anos ali me transformaram por completo. Se não tivesse passado por esta cidade, hoje eu estaria por aí, carpindo quintais ou até mesmo plantando um mio para sobreviver. E olhem que não aproveitei nem 1% do que ela me oferecia...
No fundo, no fundo, acho Sampa a nossa Meca: todo cidadão brasileiro deveria conhecê-la, vivê-la intensamente pelo uma vez na vida, e só daí, então, tirar suas próprias conclusões: se a amamos, realmente, ou se a odiamos profundamente...
Eu não a amo nem odeio. Ela simplesmente existe e sempre existirá, com ou sem nós – e muito além de nossas vidas desinteressantes...
Personagens...
Assistindo ontem ao filme Demolidor, com a não menos interessante Jennifer Garner, não pude deixar de me lembrar da Rose, atriz formada pela Escola de Arte Dramática da USP, uma colega de faculdade que nunca mais vi nestes últimos 13 anos. Em 2001, encontrei seu telefone na Net, e foi emocionante podermos nos falar após tanto tempo.
Em 1990, ela havia me convidado para participar, como músico, da montagem da fantástica peça teatral Na carreira do Divino. Para quem não sabe, o próprio autor dela, Carlos Alberto Sofredini, escreveu os diálogos do maravilhoso filme A Marvada Carne, que foi inspirado em sua peça. Até alguns personagens são os mesmos: na peça, Rose interpretava Mariquinha, a filha do retirante que só pensava em se casar. Para quem se lembra de uma das cenas mais hilárias do filme, em que Mariquinha conversa com uma imagem de Santo Antônio, chantageando-o para que ele lhe arrume um marido, saiba que a minha amiga Rose, na peça, teve uma interpretação 15 vezes melhor que a mesma personagem vivida por Fernanda Torres no filme. Outro dia eu conto melhor a história da montagem dessa peça...
Pois bem. Rose disse-me que trabalhava atualmente num famoso estúdio de dublagem, mas não me disse quais personagens dublava.
E não é que Jennifer Garner, no seriado Alias, tem a mesma voz da Rose? Tenho certeza de que a danada dubla a voz daquela atriz! Sabem por quê? Porque, para quem ainda não sabe, a memória sonora é uma das características mais fantásticas do ser humano. Quando a gente se lembra de alguém, além dos traços físicos, claro, vêem-nos imediatamente à memória os trejeitos da voz, seu tom, o seu estilo, únicos, por sinal...
Rose ainda me paga: assim que eu a reencontrar, mesmo que por telefone, vai ter de explicar direitinho essa história da Alias...

quarta-feira, julho 23, 2003
Ficar em casa.
Gostaria muito que vocês lessem o texto Ficar em casa, do Drummond. Tal atitude, por sinal, combina muito bem com esse famoso clima frio e seco de Brasília.
Mas que tanto há para se fazer em casa, afinal?
Países europeus têm fama de possuir uma população culta, educada, que ama o saber, pois o frio faz com que as pessoas procurem o aconchego, a solidão, o conforto, os ambientes calmos e que transpiram cultura. Não é por essas e outra que inventaram nosso festival de inverno de Campos do Jordão?
Quando se tem, no meu caso, um som de 6.000 W, vídeo estéreo, DVD, uma TV de 33 polegadas, centenas e centenas de cds e livros, toneladas de fitas K7 e LPs antigos e saudosos, milhares de partituras e inspiração para passar horas escrevendo, tocando violão e tomando chá, há muito, realmente, o que se fazer em casa... E olhem que nem toquei no assunto Internet, mas essa “diversão” nem conta, pois aí seria covardia. Meu PC, inclusive, está pifado – ufa...
Mas olhem o que o frio pode fazer com a gente, ao nos obrigar, praticamente, a ficar em casa:

 nossas finanças se equilibram (menos saídas, menos gastos);
 mais pessoas em suas casas, menos riscos à sua segurança nas ruas;
 as taxas de crimes violentos cairiam incrivelmente;
 bares e lanchonetes ficariam mais vazios (tem coisa mais deprimente do que ver um barzinho vazio em pleno sábado à noite?)
 maior risco de desemprego para garçons, atendentes e balconistas.
 lucro astronômico para locadoras de vídeo e TVs por assinatura.
 idem para pizzarias e lanchonetes que fazem tele-entrega.
 tendência a nos tornarmos mais cultos, mais inteligentes e mais chatos, já que passamos a ler mais para ocupar o tempo.
 mais tempo para nós, para os amigos próximos, para a família (para quem tem alguém, então, namorar mais é uma boa e indiscutível opção...)

Agora, os inconvenientes:

 risco de passar metade de sua vida dentro de casa (“passar pela vida mas não viver”, como dizia o Poeta)
 riscos (muito grandes) de nascerem mais bebês.
 estímulo à preguiça, à gula e à embriaguez solitária.
 risco (sério) de aumento daquela barriguinha que parece um charme mas que, na verdade, não passa de vergonhosos quilinhos a mais devidos, com certeza, aos abusos perpetrados no item anterior;
 aumento de nossa TDM (Taxa Diária de Misantropia – para que o ser humano, afinal?... rs...)
 sério risco de passar a sofrer de SDFDL (Síndrome de Domingão do Faustão e de Domingo Legal);
 risco de aumento astronômico da taxa de encheção-de-saco-de-tanto-ficar-em-casa;
 risco de aumento da perda de paciência com o vizinho barulhento;
 aumento de impulsos suicidas ou homicidas, proporcionais ao tempo que se passa em casa e frente à programação das TVs abertas;
 risco gravíssimo de seu Q.I. baixar quatro pontos por hora, diretamente proporcionais ao tempo que se passa em frente à programação das TVs do item anterior;
 aumento acelerado da vontade de sair, gastar horrores, paquerar a primeira mocréia (ou anso) que aparecer, sair gritando pelas ruas e ser tomado por louco – todos efeitos colaterais relacionados ao período de extrema reclusão forçada...

Mais adendos a esta listas serão aceitos de bom grado.

Um bom “ficar em casa” para vocês...
segunda-feira, julho 21, 2003
Acho que sou e sempre serei um poeta da metalinguagem:
Quando durmo, não escrevo.

Como isto é óbvio!

Porque das noites que escolho dormir,
imperceptivelmente,
a não escrever,
um poema deixa de nascer
no papel.

E é à sua memória,
àquele que morreu sem ter nascido,
e viveu sem ser pensado,
que dedico esta inútil linha:

Quando escrevo, não durmo.

Como isto é óbvio!
Música em minha vida.
Somente a minha relação com a música já daria posts intermináveis, mas acho que não é esse meu propósito aqui, no momento. Quem teria paciência, afinal, para ler tanta coisa?
Vou contar, no entanto, um acontecimento muito significativo para mim no campo musical, que foi meu primeiro concerto “oficial”, ocorrido ano passado.
Poucos acreditam que sou violonista clássico autodidata. Mas é a pura verdade. Já sabia tocar violão quando, há quase 20 anos, resolvi pôr em prática minha curiosidade natural pela música clássica: comecei a ler um compêndio de teoria musical, o do Oswaldo Lacerda, e simplesmente, em apenas seis meses, estava lendo partituras, como num sonho antes inimaginável. Claro que minha familiaridade com música e o contato antigo com o violão me ajudaram muito, mas o fato de realizar em apenas seis meses o que muitos levam anos para conseguir foi algo que realmente me surpreendeu.
Pois bem. Meu trabalho realiza, anualmente, uma espécie de semana de talentos, e lá fui eu. Já havia participado no ano anterior, só que havia dividido os vocais com um amigo, cantando MPB. Foi legal, mas, como todo idealista que quer fazer algo diferente, valorizante, quis apresentar naquele ano apenas música soladas, no verdadeiro estilo clássico, universal. Começou aí meu erro...
Não adianta, gente: brasileiro não tem nem nunca terá cultura musical, no sentido amplo. Tudo bem que nossa cultura é variadíssima, motivo de orgulho, mas, no geral, é uma cultura “pobre” estilisticamente, à exceção de nosso legado instrumental e de nossa verdadeira e genuína MPB (que cada vez mais chamo de MIB: Música Impopular Brasileira, pois quase ninguém mais ouve...). Agora, que o povo daqui não pode ouvir um axé, um forró ou um pagode que já vai logo correndo atrás, isso é verdade, não neguem... rs...
Preparai-me, enfim, uns dois meses, decorando algumas peças que procurassem dar um idéia, a quem não conhece, do que são peças clássicas para este instrumento tão interessante e bonito que é o violão.
A coisa já começou mal pela escolha do dia: me colocaram num tipo de sarau, regado a comida e bebida. Se eu estivesse numa corte medieval, tudo bem, estaria dentro do contexto, mas em meio e pessoas que estavam ali só para comer e beber, fazendo estardalhaço, não ia dar certo nunca. Além disso, incompetentes me prejudicaram no som, deixando baixo o volume do violão.
Bem, podem ficar tranqüilos: toquei direitinho, fui bem elogiado depois. Mas, o tempo todo, a cada música, eu pedia silêncio a uma horda de gente inculta e ignorante, que não dava a mínima ao fato de toda a diretoria estar presente ao evento, a qual tentava (a indignação e o incômodo eram visíveis) assistir ao concerto. E quem tem um mínimo de cultura musical clássica sabe que é um verdadeiro sacrilégio quebrar o silêncio durante uma apresentação. Não existe coisa pior que isso. Mas cobrar de brasileiros o que não faz parte de sua rotina dá nisso...
Menos mal: depois do show, vieram me parabenizar pessoalmente, toda a diretoria e alguns amigos. Fiquei feliz, pois não fiz feio e o objetivo foi atingido: agradar a quem realmente aprecia música.
O que eu toquei? As seguintes peças: abri com o “Prelúdio” da Suíta Antiga, de Guido Santorsola, uma peça linda, triste, daí porque um pouco lenta. Continuei com uma peça mais animada, um Gavotte do Scarlatti, peça original composta para cravo. Depois, um prelúdio para alaúde do Bach – qualquer peça desse gênio da música dispensa maiores explicações, tal a beleza e a qualidade. Só o fato de eu poder tocar, trazer à vida músicas desse divino compositor já me faz sentir compensado por todos os infortúnios de ser um ser humano (ou um “quase humano”... rs...). Acho que concluí com as “Variações sobre um tema de Mozart”, do Fernando Sor, peça bonitinha, animada, rápida e envolvente.
Como disse, apesar dos furos da platéia, meu “primeiro” concerto oficial veio ao mundo. E mais deles virão – quem sabe um outro dia, com uma outra platéia...
sexta-feira, julho 18, 2003
O fim (de semana)
O "fim" está próximo. Pelo menos o da semana. Vou partir, e só retorno na segunda.
Publico este poema e Alguém não me sai da memória...
Só sei que...

Diferente de um beijo é
outro beijo.

Não o teu, Mulher.

São tão teus e quentes
estes
teus,
que mais me queimam
os lábios
estes teus
filhos de um calor longínquo.

(Mas tão perto de minha
loucura estão
os teus
beijos...)

Diferente de um beijo é o outro.

Agora o sei...

E não antes o sabia?
Sim, Mulher, eu o sabia.
Mas não que
de um calor de dias
quentes e de ternos
sóis
vivem os teus lábios, Mulher...

Tua boca é o verão,
e passeio-o com minhas
gaivotas,
quando morre
lentamente
o dia...


Com amor, Rufus.
Memórias.
E a protuberância
adentrou
o receptáculo.
Do instante
brotou então
a dor que é
quase morte

E quase se morre...
Catulli Carmina, de Carl Orff.
Montei um poeminha com pequenos trechos, ficou assim:

Accendite, faces!
Lanternari, tene scalam!
" – O res ridicula,
immensa istultitia!
O mea vita!
O me felicem!
O tui occuli lucidi...
Bombax!
In te
in tuo ingenti amplexo
tota est mihi vita.
eis aiona, tui sum!

(Nec desistere amare...)
Sonho real
Esta música diz muito para mim, e é uma das que mais gosto de cantar. Claro que ela foi postada aqui para uma pessoa para lá de especial e, quando ela ler este belo texto, sei que compreenderá....

SONHO REAL

( Lô Borges- Ronaldo Bastos)

À primeira vista
A paixão não tem defesa
Tem de ser um grande artista
Pra querer se segurar
Faz tremer a perna
Faz a bela virar fera
Quando alguém que a gente espera
Quer se chegar

Só de pensar
Já me faz mais feliz
Nem bem o amor começa
Eu já quero bis

Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .

Ilusão tão boa
Quanto o astral de uma pessoa
Chega junto, roça a pele
E já quer se enroscar
Lê seu pensamento
Paralisa seu momento
Ao se encostar

Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afim

Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .

Vem andar comigo
Numa beira de estrada
Desse lado ensolarado
Que eu achei pra caminhar
Vem meu anjo torto
Abusar do meu conforto
Ser meu bem em cada porto
Que eu ancorar

Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do teu lado
Tem alguém afim

Chega e instala a beleza
Momento de sonho real...
Mudar para poder sempre ser o mesmo...
Mudei o título de meu blog. Sei lá, me deu na telha... Na verdade, será que eu era tão visionário assim?
Querem saber? De vez em quando vou mudar o título, já que

"O poema é uma pedra,
que não encontra o fundo do abismo.
O poema sou, aos milhares, oculto,
que não me encontro a mim mesmo"


Me sinto um em um milhão, ou um milhão em um. Brinco com as palavras, por que elas brincam com a gente também...
Quase humano talvez seja uma tentativa de definir meu estado de espírito constante: sempre deslocado, tentando entender meu lugar e o lugar de todos no mundo.
Talvez nem devesse perder tempo com isso, já que "o mistério das cousas é haver quem pense no mistério". Não é mesmo, meu dileto amigo Fernado P'ssoa?
Mas sigo adiante a vou seguindo. Rufus, um quase humano, um quase completo sonhador, partido ao meu seu destino como melões vendidos em feiras...
Pelo menos eu quase amo, quase vivo, quase penso e me realizo...
Assim o é.
Pequena súplica.
Minha amiga virtual Any passa por momentos difíceis, pois hoje faz um mês que ela perdeu seu pai. Espero que esse poema possa trazer-lhe algum conforto, fazendo-a sentir-se melhor, mais conformada. Um doce beijo, Any.

Pequena súplica

Meus dedos estão cruzados entre si,
e sobre eles derramei minha fronte.
Medito. E o que medito é por um instante.
Agora meus dedos estão cruzados entre si.

Fiz então um único pedido,
e entre eles se perderam os meus sentidos.
O calor de meus dedos cruzados entre si
acalentava minha pequena súplica que se definia.

Noite. Deus é nas alturas. Há muito tempo.
Oro uma última oração como da primeira,
e da primeira vez que oro: esquecendo as palavras.
Mas a vida agora é curta, e as palavras, quaisquer, rápidas e poucas.

No encontro do encanto enfeitiçado de prece
com os sentidos perdidos e desencontrados,
é de sentir-se a súplica definida, dos exaltados,
e na imagem sôfrega um Deus que aparece.

Vi, que sei, que ouviu-me e comoveu-se.
Os sonhos são mais vivos que as visões
celestes duma tarde agreste sujeita a colisões,
e calo o pensamento agora porque Ele ouviu-me.

As forças me faltam a mover a fronte turva,
que nos cruzados e trêmulos dedos se derrama.
Sabe-se bem quem ama e não há quem reclama,
a ousei, ao levantá-la, descrever a triste curva.

“Um calor de bilhares de sorrisos há de nos fazer esquecer
o calor mortal da bomba que anteontem voa,
talha a terra, escava, corta, pulveriza e ressoa,
e mesmo assim, e mesmo assim a dor há de decrescer?”

Não. O que medito é por uns instantes,
e o temor pesadelôneo arrebata-nos da vida térrea;
a súplica, sabida que pequena, é inútil mas férrea.
De um pouco há o ódio dos seres passantes.

De um pouco há o desejo puro do impossível.
O céu azul. A brisa úmida pós-chuva de verão.
Tudo belo porque é natural. De Deus. De uma ilusão.
E a separação de meus dedos cruzados entre si se torna possível.
quinta-feira, julho 17, 2003
Mais uma história real...
Corria o ano de 197..., numa pequena cidade do interior paulista. Eu devia ter uns 6 ou 7 anos.
Meu avô, sempre solícito, deu-me um cruzeiro para que eu comprasse algumas guloseimas. Não sei por que cargas d'água, saí sozinho para comprá-las, pois o barzinho ficava muito próximo de casa.
Cheguei ao boteco, daqueles bem típicos do interior: homens jogando baralho nas mesas, bebericando, o dono do bar com a mão apoiada no queixo, pensando na sua vida sem graça, cachorros modorrentos deitados na calçada... E eu ali, com um dedo na boca admirando as balas e doces por trás da vidraça, decidindo qual guloseima deveria levar.
Com elas já na boca fui saindo do bar, não sem antes presenciar uma das cenas mais pavorosas de minha vida – e que quase fez-me custar a minha própria...
Tiros. Muitos tiros, vindos do outro lado da rua. Eu sem nada entender, só ouvia uns zunidos bem fortes, passando rentes a minha orelha: zuimm... zuim...
Eu estava simplesmnete na linha de tiro! Escutei barulho de vidros quebrando: o balcão frente ao qual eu me encontrava há pouco foi atingido em cheio. Mais alguns segundos lá e eu não estaria aqui contando essa história...
Não teve como não ver a cena, pois eu estava há poucos metros dali: um homem grande, gordo, que jogava baralho naquela referida mesa, caiu espalhafatosamente de costas, ferido mortalmente. As balas finalmente haviam encontrado seu alvo...
Correria, confusão, todo mundo passando sebo nas canelas, e eu ali, um pobre e indefeso garotinho chorando na multidão, quase mais uma vítima daqueles nervosos tiros que acabaram de matar um homem.
Só me lembro que um corajoso homem surgiu do nada, agarrou-me e saiu a berrar pelas ruas: "de quem é essa criança? De quem é essa criança?"
O mais curioso é que meus pais passavam ali por acaso, e quase morreram de susto ao me descobrir naquela confusão, ainda mais sabendo que eu quase fui atingido num tiroteio.
O resto da história? Bem, o homem morto era um desafeto do baixinho que acabara de matá-lo, o qual por anos, décadas, ouvira humilhações diárias daquele. A chateação foi aumentando com as humilhações, a paciência foi acabando, e um belo dia o homenzinho resolveu terminar a bala com aquela história toda. Dizem que ele conseguiu até redução da pena, ao provar que fora vítima de constantes humilhações.
Que mundinho estressado esse, não, gente? Felizmente sobrevivi a mais essa, e aqui estou, escrevendo-a para vocês.
Até a próxima.
Histórias assombrosas...
É, meus caros, esse assunto também em fascina: ovnis. Esta nomenclatura de “objeto voador não-identificado” está muito ultrapassada – por sinal os governos escusos e os pesquisadores sabem muito bem o que sobrevoam nossas cabeças diariamente...
Independente disso, sempre me interessei, desde cedo, por ets, duendes, elfos, ondinas, avatares, Hierarquias, extraterrestres confederados ou não, zeta-reticulianos, greys, pleiadianos, Jardineiros do Universo, por aí vai...
Não, meus caros: que eu me lembre, nunca vi um et ao vivo e em cores, sequer um disco voador. Por enquanto, óbvio... Mas amigos, vizinhos, conhecidos, parentes e pessoas próximas sempre me contaram casos estranhos envolvendo tanto a si quanto a outrem, e resolvi relatar os mais interessantes aqui.

1. O motorista de uma escola em que dei aulas me disse, certa vez, que seu pai sempre via luzes estranhas no meio de eucaliptos, próximos à chácara em que residia. Essa “curva” de estrada em Bauru, SP, por sinal, já era famosa por envolver vários avistamentos. O fenômeno era já tão comum por ali que o senhor em questão podia até precisar a hora e o dia em que as luzes apareceriam... Sei, devido a minhas pesquisas, que extraterrestres evoluídos se alimentam de clorofila retirada das árvores. Vai ver...

2. Envolvendo a mesma estrada, pouco tempo depois eu soube de uma história mais fantástica ainda: caminhões de determinada construtora se dirigiam ao rio Tietê para buscar areia, de madrugada, lá pelas cinco da manhã. Um a um, os caminhões começaram a parar, repentinamente, no meio da estrada. O último motorista, irritado, desceu do caminhão e foi ter com os da frente para saber o que estava acontecendo. Maior não foi sua surpresa ao ver os colegas, boquiabertos, presenciando uma cena digna dos filmes de Spielberg: uma imensa, gigantesca bola azul estava parada, simplesmente, no meio da estrada, e ficou por ali uns minutos, até se locomover vagarosamente em direção a um vale e desaparecer em seguida.

3. “Contatados” ou “convocados” são pessoas previamente escolhidas (com o seu devido consentimento, é claro) para servirem de elo de comunicação entre homens e ets. Até aí tudo bem: sempre li sobre eles. Mas tive uma experiência interessante envolvendo um ex-aluno. Ele tinha uma tia que era uma contatada! Ele me dizia que ela poderia estar tranqüila, em casa, com ou sem visitas, ocasião em que, subitamente, ficava séria, e dizia a todos: “tenho de ir. Já volto”. E se dirigia a uma colina próxima ou local ermo, e lá ela tinha sua conversa reservada com os “ets”, que baixavam suas naves do nada. Ninguém mais sabia disso, até o momento em que seu marido recebeu autorização para ir aos encontros também. Claro que eu não podia perder essa, e meu aluno me disse que me apresentaria sua tia para ter uma conversa comigo, mas, infelizmente, o ano letivo acabou, mudei-me de cidade e não o vejo há anos.

4. Já falei de um grupinho estudantil que ajudei a fundar (tá lá nos “Arcaísmos”), e vou contar com mais detalhes a história da entrevista com um homem que foi abduzido por ets. Ele era vendedor, viajava muito à noite. Resumindo: numa noite chuvosa, ele deu carona a um rapaz estranho que fazia muitas perguntas. Após o rapaz descer do carro, o mesmo sofreu uma estranha pane na estrada (isso ocorreu no interior de SP, perto de minha cidade natal). Uma luz veio por trás de seu veículo e o atravessou por inteiro, como num raio-X. Ele saiu correndo pela estrada, apavorado, e desmaiou. Acordou com a cara molhada, numa enxurrada, mas suas costas estavam secas. Lembro-me que ele nos mostrou até relatórios da Polícia Rodoviária, que achou seu carro todo revirado. Seus cabelos, que eram grisalhos, estavam negros!
Não é que, quase um ano depois, ele foi realmente abduzido, pra valer? Foi encontrado 4 dias depois, numa serra no Espírito Santo, apavorado, passando fome e frio, sem saber como tinha chegado lá. Hipnotizado, deu detalhes interessantíssimos de sua experiência: do interior da nave a que foi conduzido, dos testes que fizeram com ele – sim: o rapaz a quem ele dera carona estava lá!
Lembro-me que, após a entrevista para a escola, ele foi até uma lanchonete comigo e com mais um amigo e continuou a contar sua história. Saiu de lá tarde, lá pelas 23:30, e voltou para sua cidade dirigindo. Sozinho...
As Três Marés.
AS TRÊS MARÉS

Há uma praia com só três marés:
a cheia, a baixa, e a púrpura...
A primeira são teus olhos longedios e plácidos,
momento mágico de meu poente.

A segunda são quaisquer vagas de teus lábios,
que rumorejam e se abandonam pela brisa alguma.
A terceira é alguma coisa de você que é tão sua,
e não a sei, pois é tão minha, também, e não a tenho ainda...

Pois há esta praia, tão perto ou longe, com suas três marés.
Piso descalço tua areia confortante, sulcada por meus passos,
e quase aprisiono com as mãos e com os olhos
essas tuas gaivotas pairadas sobre mim,
mitológicas lágrimas do arrebol dormente.
Tua areia escorre entre minhas mãos, precipitam-se de meus dedos,
e caem bem longe do fim de meus dias,
tentando assim me dizer que a tua praia é finita e para sempre,
livre e cativante, idílica e tão terna...

Há uma praia com só três marés:
a baixa, a cheia, e a púrpura.
E nela mergulham sonhos, dela emergem risos,
Ali flutuam quintessências de um futuro passado...

E tuas ondas crepuscularmente melódicas
vão em vêm em minhas memória,
e tua escuma se me fica,
e tua presença se me vai...
quarta-feira, julho 16, 2003
Mais Rufusianas...
Antes de tudo, a "dor" de escrever, a ânsia por registrar palavras no papel, as dificuldades para conseguir inspiração sempre nos atormentaram...:

"Há muito o que dizer em duas linhas.
Por isso, prefiro nada dizer em apenas
cem linhas..."


"Preciso escrever.
Escrever é tão sadio e
necessário quanto embriagar-se".


"GREVE
Por melhores dias de pão
e luz,
nego-me a mostrar-me".


"Que ilusão poder acreditar
nas linhas,
e nada poder sem
elas".


"Porque o papel não escreve:
ele é o cofre das palavras".


"Jamais poderei parar de escrever. Assim, quando forem queimar meus escritos – porque nunca os lerão –, eis que se dará uma bela e grande fogueira, e um fogo completamente inimaginável".


"O verso que tanto espero
há de gerar o fantástico
segredo da orquestração
melódica dos desejos..."


"Sou um enigma vivo e eterno:
quem sou eu, quem me gosta?
Sou uma pergunta viva sem resposta:
porque escrevo isto no caderno?"
Notinhas de jornal.
Um das coisas mais interessantes de um jornal nem sempre está estampada na primeira página: aquelas notinhas minúsculas, de apenas um parágrafo, espalhadas pelos variados cadernos, escondem informações valiosas e dados surpreendentes. Olhem só uma das “pérolas” que já descobri:
Quer dizer que o casal pretende ter um filho, ou uma filha, e não sabe como fazer para tentar escolher o sexo, de maneira natural? Simples: depois de quase 20 anos de estudos, pesquisadores confirmaram o que já se suspeitava: a freqüência das relações sexuais tem a ver com o tipo de sexo do futuro filho. Olhem só como funciona: quando o homem fica mais tempo sem transar (dá uma de eremita, marinheiro, caixeiro viajante, adolescente com espinhas na cara, monge, sei lá...), um pequeno intervalo de alguns dias, por exemplo, ele consegue acumular uma maior quantidade do cromossomo XY, responsável pela formação do sexo masculino, aumentando, assim, as chances de o óvulo vir a gerar um menino. Ao contrário, se ele faz com mais freqüência, não dá tempo de acumular aqueles tais cromossomos, aí então as chances de nascer uma menina são maiores (predominância dos cromossomos XX).
Que brilhante! Uma descoberta dessas deveria estar estampada em cartazes em todos os postes das cidades, nas televisões, nos centros de saúde, onde mais que se possa imaginar.
Tá vendo só, gente? Tinha que ter brasileiro nessa história, claro... Se nós somos, comprovadamente, um dos povos que mais mantêm uma freqüência sexual no mundo (e o que menos se previne, óbvio...), não viria daí uma possível explicação para o fato de mais de 52% da nossa população ser formada por mulheres? Não entendam isso como “tiração de sarro”, mas sim como pura análise objetiva. Por isso começo a compreender melhor as reclamações das mulheres quando dizem que está faltando homem no pedaço...
Assim o é.
terça-feira, julho 15, 2003
As Carminas.
Chegou o dia. Atendendo a pedidos, vou contar para vocês minha maravilhosa passagem pelo canto coral, umas das atividades musicais mais prazerosas que existem, altamente recomendável a todos, claro.
Quando fiz USP, lá em minha saudosa Sampa, aos 21 aninhos entrei para o Coral da universidade. Eram vários grupos, por volta de 7 ou 8. Hoje fiquei sabendo que já beiram uns 15... O nível era altíssimo: profissionais do canto, regentes, várias salas com vários pianos para ensaios (já passei inúmeras tardes por lá, tocando-os...), aulas de harmonia, percussão, regência, técnica vocal, enfim, um universo mágico à parte.
Meu grupo era regido pelo talentoso Tiago Pinheiro, filho do não menos talentoso Benito Juarez, fundador do Coralusp, regente da melhor orquestra sinfônica que há nesse país, a de Campinas. Sim, montamos peças maravilhosas com essa orquestra...
Aliás, os Juarez eram uma família muito musical. O André, percussionista, vi tempos atrás tocando vibrafone com o quarteto do Jô Soares. A Carmina Juarez já é uma cantora de talento nacionalmente reconhecido – viram a predileção do Benito por música? Até o nome de sua filha é uma referência à Carmina Burana, do Orff...
Convivi com todo esse pessoal por uns 3 anos, claro, até sair de Sampa e voltar para o interiorrrrrrrr...
Meus grupos (participei de 3) montavam geralmente peças a capella (para quem não sabe, músicas sem acompanhamento instrumental). O mais legal é que fazíamos peças coreografadas, com mímicas, brincadeiras, danças, dependia muito de cada estilo das músicas . Um sucesso. Quando todos os grupos se juntavam, formando o denominado Corão (perto de umas 400 ou 500 pessoas), montávamos peças de grande repertório, como a 9ª de Beethoven, Carmina Burana, O Guarani, e a polêmica peça Carnavais, do Francis Hime – esta história eu conto outro dia... Por fala nisso, morram de inveja: eu conheci o Hime pessoalmente! (ele é bem alto...). Ele levou uns dez anos escrevendo essa peça...
Bem, Carmina Burana dispensa apresentações. Até hoje guardo a partitura dela. Apresentamos essa peça em Campinas, e em vários teatros de Sampa, como o Cultura Artística e o Municipal (maravilhoso por dentro...). Tiago Pinheiro, com apenas 17 ou 18 anos, fez a parte solista do barítono. Isso é que é talento... “Omnia sol temperate, purus et subtilis...”
Claro, apresentamo-nos no Festival de Inverno de Campos do Jordão, um sonho de cidade – todo brasileiro deveria aparecer por lá pelo menos uma vez na vida... Vi nuvens, literalmente, abaixo de meus pés... rs... Cantamos no teatro principal, com coro e orquestra (lembro-me até hoje: Aleluia, do Villa-Lobos), cantamos a capella na Igreja do Capivari... Um festa. Como disse, bons tempos aqueles...
Após uns dois anos, eu consegui uma proeza há muito desejada: entrar para o grupo “de elite” do Coralusp, o Oechantus, regido pela mais que talentosa Helena Starzinsky. Este grupo exigia muita experiência vocal e, principalmente, leitura musical fluente. Simples: nos outros grupos, que não exigiam conhecimento musical, trabalhava-se meses em apenas algumas músicas. Nesse, pegava-se a partitura e a regente dizia: “uma ou duas semanas para estar pronto”. E ficava mesmo! Podia ser uma música em provençal, alemão antigo, latim, húngaro (!), Rapa-nui (idioma da antiga Ilha de Páscoa), espanhol, italiano, francês, o que fosse... Eu até ajudava a passar alguns naipes de voz ao piano, com os tenores e os baixos... E montamos cada peça que não dá pra descrever para vocês, gentes, de tão maravilhosas... Só ouvindo: Astor Piazzolla, Debussy, Clément Janequin, Ravel, J.S. Bach, Villa-Lobos, Monteverdi, muitas músicas populares com belos arranjos...
Querem saber qual a peça mais emocionante, mais linda, mais bela e envolvente que já montei até hoje? Um moteto de Natal do Johann Sebastian Bach (meu ídolo e professor musical...), chamado “Singet dem Hern ein neues Lied”. Para terem idéia da genialidade do homem, a peça, de longa duração, foi escrita para dois corais, que cantam simultaneamente, sem contar todos os naipes de voz, que se dividem: duas linhas para sopranos, duas para tenores, duas para baixo, etc. Coisa de gênio! E música de arrepiar, simplesmente...
Agora, para terminar, um fato interessante do qual participei: a primeira música que abre o Catulli Carmina (peça do Orff para quatro pianos e percussão) era em Latim antigo, basicamente um jogo de palavras provocativos entre jovens e velhos falando sobre o amor e o sexo. Ninguém sabia direito o que dizia, então perguntaram se haveria alguém do coral que pudesse traduzir ”aquilo”. Eu tinha feito um ano de latim básico na faculdade, então aceitei a empreitada. Com um dicionário e lançando mão de meus parcos conhecimentos de gramática latina, consegui traduzir o texto (querem saber? Vou procurá-lo e colocarei aqui para vocês se divertirem... rs...). Foi um sucesso. O guia musical sobre a peça fez até um comentário sobre o texto, este impublicável, lógico... rs...
É, pessoal, bons tempos aqueles.... Após os shows, saíamos para comemorar em lanchonetes, pizzarias (paulistano adora pizzaria, vcs sabem...). Era um verdadeiro mar de 15 ou 20 mesas, a maior cantoria, nós fechávamos, literalmente, o local... Fizemos muito isso também em shoppings: uma vez, no Eldorado, cada um se aproximou, de mansinho, da amurada que dá, geralmente, para a praça central ou a dos elevadores. Todos arrumados e quietos, o regente deu o tom e começamos a cantar, de inesperado. Todos que passavam se espantaram e se maravilharam com a surpresa... rs... Um verdadeiro sucesso...
Não sei se aqui em Brasília os corais têm essa envergadura, essa descontração que tanto me maravilhou no Coral da USP, mas recomendo a todos que passem por essa experiência musical, uma verdadeira viagem ao âmago da sensibilidade do ser humano.
Assim o é.
segunda-feira, julho 14, 2003
Nostalgia.
Minha cara amiga virtual Any é, como eu, uma apaixonada por música erudita. Outro dia narrarei aqui, minha bela, como foi minha participação na montagem de Carmina Burana e de Catulli Carmina.
Pensando em você, por sinal, encontrei este poemeto que escrevi ao som da cantata no. 4, de j.S.Bach, há muitas e muitas eras...
Tenho certeza de que vai gostar dele...


Ouço essa música
e não sei que nostalgia
me invade.
Quem a fez morreu há séculos
quem a ouve também estará
morto daqui há séculos

Mas ela vai ficando

Quando ouço essa música
uma certa nostalgia
me invade
que parece não ter dó
de mim

Parece não ter fim

Não sei que nostalgia
me invade
quando ouço essa música
que quase quedo
chorando noite adentro

chorando como pirilampos

O amanhã bem cedo chega
parte a noite
surge o dia
resta a nostalgia
desta noite
e dessa música

(Já a luz fere meus olhos)

Acabou-se tudo, tudo acaba
Mesmo a música
chega ao fim
Em minhas mãos trôpegas
está minha cabeça

Em meu pensamento
persite uma vaga
nostalgia...
Rufusiana
Como prometi, aqui estou, de volta de minhas rudículas "férias".
Mês novo, posts novos, espero apenas que (aos que chegam agora) possam ler os poemas que estão nos arquivos passados... rs...
Pessoal, existe um compilação maravilhosa de trechos das obras de Guimarães Rosa, no formato de provérbios e adágios, intitulada Rosiana. Seu autor, se não me engano, é Paulo Rónai. Em ordem alfabética, ordenam-se pérolas e excertos filosóficos de um dos maiores escritores de todos os tempos (sério!), como a clássica viver é muito perigoso....
Aproveitando a idéia, resolvi fazer minha Rufusiana, sem o brilho literário, claro, do grande escritor. Mas os excertos que seguem servem como divertida reflexão acerca de nossos inúmeros percalços da vida...
(Para quem duvida do fato de GR ser um dos "grandes escritores mundiais", saibam que, quando eu fazia faculdade, conheci um chinês que havia sido enviado pelo governo da China ao Brasil apenas para estudar e aprender o português, para, então, traduzir as obras de GR para o mandarim... Se um brasileiro médio mal entende as obras do nosso famigerado escritor mineiro, imaginem os chineses!!)

RUFUSIANA

"Se a esperança é a última que morre, a fé pela vida é a primeira que nasce"
(Até que não seria nada mal ver isso escrito em pára-choques de caminhões...)

"Não se engane a toda hora
não erre a todo momento
não hesite em decidir seu futuro
não falhe a cada instante
não tente corrigir o incorrigível
não cometa erros irreparáveis
não pense em fugir de problemas insolúveis
e não tente fazer da vida a sua morte.
Enfim, a tudo que fizer,
tenha uma única palavra como lema: SIM"

(Ainda vou dar minha pequena contribuição aos livros de auto-ajuda...)

"O fantástico de mim é que,
para mim, tudo é fantástico".

"A vida nunca morre. A morte nunca vive.
Mas ambas trabalham freneticamente..."

(que coisa...)

"Não há o que falar sobre o amor,
quando se ama realmente.
Como antigamente..."

(Aguardem posts apaixonados sobre o amor... Ah, o amor...)

"Como Schubert, deito-me com a pena na mão, porque a imaginação não dorme nas trevas, e não cessa com o fechar dos olhos. Antes, porém, aquela a fomenta mais e mais..."

(sempre fui um anotador-de-temas compulsivo, mesmo dormindo...)

"Não durmo com as galinhas:
passeio com os morcegos.
Boa noite!"

E para vocês, um bom dia, e lembrem-se sempre:

"O simples é belo não porque
é simples, mas sim sim porque é sublime".


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